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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Fragmentos das Minhas Primeiras Leituras

Depoimento de leitura e escrita de:
Lucy Bellomi Rubio Fernandez

Lembro-me remotamente do meu primeiro contato com a literatura clássica que foi a leitura do livro “O Ateneu”, de Raul Pompéia. Depois de algum tempo li o “Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry. Fiquei encantada. Uma só leitura não foi o suficiente. Li inúmeras vezes. A cada leitura descobria uma nova mensagem que se fixava  em minha mente e me impulsionava e ler mais e mais. 


Não posso esquecer também da revista “Nosso Amiguinho”, que ansiosamente esperava para ler os textos, fazer os passatempos. 

Relembro das composições feitas na escola através de gravuras, ao observá-las minha imaginação fluía e os textos brotavam rapidamente.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Prof. Jeremias - Experiência de leitura e escrita

Depoimento de leitura e escrita de:
Jeremias Araújo dos Santos

Imagem Internet - http://3.bp.blogspot.com/

A leitura constrói mundos novos, ideias, sentimentos novos, descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade, como diz Chauí. O livro é um dos objetos mais valioso já criado pelo Homo Sapiens.

Ao tornar-me leitor, nasci de novo, fiz-me uma nova criança, um novo jovem, um novo homem, pois as palavras têm poder criador e destruidor. Criam sonhos, fantasias, mundos. Destroem muros, preconceitos, prisões.

Minha experiência com o mundo das palavras confunde-se, encontra-se  com a vivência de Nina Horta que diz:

Muitas vezes deixei de ver ou de viver coisas concretas porque estava lendo sobre elas. Mas é que ler me dá um prazer muito grande mesmo. Sou viciada em leitura, e isso já se tornou parte de mim. Na minha casa, não dá para andar de tanto livro. E quando viajo levo uma batelada comigo (escondido do meu marido). Acho que, hoje, os livros são minha única tentação em matéria de consumo. Se quero comprar algo, é livro. Não consigo nem imaginar como teria sido minha vida sem eles, pois é deles que vêm quase todas as minhas referências

Também sou viciado em leitura, escondo livros na bagagem. Quando tenho dinheiro compro livros, se sobrar, compro roupa e comida.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O livro que me cativou

Depoimento de leitura e escrita de:
Fernando Gomes dos Anjos

O livro que me cativou foi Caçadas de Pedrinho de Monteiro Lobato; sendo criança também me identificava com suas travessuras, pois morava distante da cidade. O que mais me intrigava e fascinava  era o seu pó de Pirlimpimpim , que trazia em seu bornal e utilizava  em  situações difíceis. O tempo faz o seu trabalho e crescemos, mas não podemos deixar morrer os sonhos "reais" que os livros nos trazem, além de valorizar a importância  e o hábito da leitura em nossa vida, pois as dificuldades e os problemas  são inevitáveis em nossa caminhada.


PRIMEIRAS LEITURAS

Depoimento de leitura e escrita de:
Ivan Leite

Minha mãe disse certa vez, que quando viu meu pai pela primeira vez, ele estava lendo um livro. Disse que ele gostava de ler livros e por isso os trouxe junto com alguns álbuns de figurinhas quando se casou. Eles foram as minhas primeiras referências de leitura.

Não tenho lembranças da infância em que meus pais estão lendo para mim ou para os meus irmãos, tenho imagens posteriores deles lendo para si, mas já éramos adolescentes.

Os livros da minha infância sempre me chamaram a atenção, primeiro, pelas suas capas e folhas, segundo, pelos seus títulos, e terceiro, pelas suas ilustrações.


http://bimg2.mlstatic.com/

O livro que mais me chamou a atenção naquela época se chamava: “A Nossa Vida Sexual” do Dr. Fritz Kahn. Não era leitura de criança, por isso não o compreendia direito, mas as suas imagens e esquemas do corpo humano me fascinavam.



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Os romances também não eram coisas de criança, mas eles me chamavam a atenção por seus títulos barrocos: “Teu Amor Minha Loucura”, “Sentença de Deus”, “A Tocha Apagada”, para citar alguns. Esses títulos sempre me faziam imaginar sobre o que eles falavam.

http://1.bp.blogspot.com/
Outra fonte de fascinação e assombro eram os três volumes do “Dicionário Prático Ilustrado” que usávamos para as pesquisas escolares. Fascinação pelas palavras e significados, assombro, pois suas ilustrações, gravuras e reproduções eram todas em cor sépia e amarronzada que me causavam um grande estranhamento. As telas de pinturas me assustavam pelas suas dramaticidades, não as entendia por isso me assombravam.


www.magazinegibi.com.br/
Os álbuns de figurinhas, cinco no total, foram a forma mais prazerosa de leitura da minha infância. “Ídolos da Tela”, “Bicholândia”, “Aquarela do Brasil”, “Enciclopédia Zoológica em figurinhas” e “IV Centenário de São Paulo – 1554-1954”, todos eles foram lidos e relidos em momentos diversos por puro prazer.

http://4.bp.blogspot.com/

Não li nenhum dos romances trazidos por meu pai. Li meu primeiro livro de literatura por exigência da professora da 5ª. Série. Chamava-se “O Príncipe e o Pobre” do Mark Twain. Era uma edição condensada, que não cheguei a lê-lo por inteiro.


Minha paixão pela literatura veio naturalmente aos 22 anos de idade, quando encontrei numa banca de jornal o livro: “Gente como a Gente” da Judith Guest. O livro serviu de base para um filme de mesmo nome. Um filme que eu assistira e que tinha me impressionado muito pelo seu forte apelo dramático e psicológico. Li o livro de uma enfiada só, sentindo todas as sensações que a literatura nos dá, e desde então, nunca mais parei.


http://2.bp.blogspot.com/

Santo André - 01 de junho de 2013 - Outono - 19h51min
Postado por: Ivan Leite